Foi ao ar o primeiro pronunciamento da Presidenta Dilma em cadeia nacional.
A primeira mulher Presidenta da Nação brasileira estava radiando esperança nessa mensagem do início do ano letivo.
Fica claro pelo novo Slogan do Governo Federal a reafirmação do principal compromisso de campanha de Dilma em 2010. A erradicação da miséria no nosso país e a consolidação do Brasil potência com igualdade social.
Com o anúncio do PRONATEC (ProUni do ensino técnico) e o reforço do PNBL (Plano Nacional de Banda Larga) , estou convencido da frase utilizada por Dilma. "Essa é a hora da Educação no Brasil"
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Ao entregar ao município mais 3 novos veículos para Secretaria de Saúde, o Governo do Partido dos Trabalhadores em Brusque demonstra mais uma vez a diferença entre um Governo que valoriza o que é público e outro que só existe para fortalescer grupos privados.
Não caiu no esquecimento da comunidade de Brusque o estado de total abandono da frota municipal deixada pelo Governo do DEM, que preferia terceirizar todo e qualquer serviço da secretaria de obras. Com isso, onerando os cofres públicos e repassando recursos que poderiam ser destinados a outros investimentos para grupos de empresarios que tinham relação com o Governo.
Essa prática é a defendida pelo DEM e pelo PSDB em nível nacional. A diminuição do Estado e suas subserviência aos interesses privados expostos no Mercado.
O Prefeito Paulo Eccel - PT, interrompeu a sangria dos cofres públicos cumprindo seu compromisso de campanha de utilizar o IPTU 2009 prioritariamente para renovação da frota municipal. A manutenção da frota e sua renovação agora é uma política do Governo que rende mais e orgulha o cidadão brusquense.
A desculpa para a privatização sempre é o abandono. Ontem, após a fuga de 79 prisioneiros do Centro de Triagem Inaugurado em 21 de dezembro, na capital catarinense, alguns articulistas nacionais e estaduais sugeriram a privatização dos presídios. Ou seja, o mesmo governo que é incompetente para criar um sistema penitenciário adequado e que usa da construção de presídios para se favorecer eleitoralmente, quando acuado pela realidade de sua omissão, sugere a mágica da privatização.
Aconteceu em Brusque com a frota, é o exemplo mais claro da estratégia. mas também é exemplo de que o Estado pode sim ser gerido com responsabilidade e atender as demandas da comunidade sem necessitar se socorrer no balcão de negócios do Mercado.
Clique aqui e aqui para ver o estado da frota de Brusque em Dezembro de 2008.
Clique aqui para ver parte da nova frota adquirida em 2009.
A sessão de terça feira, dia 08 de Fevereiro de 2010 entrará para a história da política brusquense.
Num ato de explícita covardia, 5 vereadores deixaram de ir sessão da Câmara de Vereadores, ou seja, metade da Câmara de vereadores faltou a sessão. O objetivo era evitar o "quorum" regimental para votação das contas do ex prefeito Ciro Roza, com 3 pareceres de reprovação pelo Tribunal de Contas do Estado para análise dos edis.
A atitude nada republicana e sem qualquer possibilidade de justificativa dos vereadores Roberto Prudêncio, Jones Bósio, Duda Hoffmann, Dr. Jonas e Vilmar Bunn é uma afronta não apenas a decisão judicial que impôs o trancamento da pauta até a votação, mas a própria imagem da instituição do legislativo brusquense.
Haverá com certeza desdobramentos jurídicos que podem deixar o clima ainda mais quente.
Enquanto isso, até votação de denominação de via pública fica no aguardo. A câmara de vereadores deixa de cumprir seu papel enquanto a oposição tranca qualquer discussão que mereça a cidade para evitar que seu líder político pague pelos erros das péssimas gestões.
De toda a região da AMMVI, Brusque é a única cidade que não aprovou sua política, hoje encontra-se impossibilidade de buscar financiamento externo enquanto a cidade padece de nenhum metro cúbico de esgoto tratado.
Essa rejeição não gerou nenhum debate posterior ou outra proposta que complementasse ou substituísse a governamental.
Se a oposição tivesse o mesmo afinco que têm para defender seus decadentes comandantes, a cidade de Brusque ganharia.
Uma aliança entre PDT e PFL, com lastro em otras siglas, existe desde o início da década de 90 na nossa cidade. Nesse período, essa aliança, liderada por Ciro Roza, já governou Brusque por 4 vezes , já elegeu deputado estadual 3 vezes e deputado federal em duas oportunidades.
Esse grupo foi perdendo força a partir do momento que perdeu a prefeitura para o Partido dos Trabalhadores em 2008. A derrota de Dagomar Carneiro deu fim ao plano de governar a cidade por outras duas décadas do mesmo grupo.
No ano de 2010, o choque para o grupo foi ainda maior quando houve a derrota do projeto de retorno a assembléia do líder do grupo Ciro Roza.
Político controverso, Ciro Roza é lembrado no cenário político pela vasta lista de processos de que é réu e pelas condenações em instâncias por desvio de verbas.
Na sua última passagem pelo governo de brusque, deixou mais de 90 milhões de reais em dívidas a curto e a longo prazo. Só no de 2008, uma auditoria apontou suposto desvio de mais de 40 milhões.
Isso não passou despercebido pelo Tribunal de Contas do Estado. De 8 anos de governo, 4 tiveram contas rejeitadas pelo TCE.
Derrotado nas urnas, enfraquecido, Ciro e seu grupo buscam guarida no Governo Colombo. Na distante quinta suplência, o grupo pleiteia a indicação de Colombo para as secretarias regionais para dar sobrevida ao decadente líder Democrata.
6 dos 10 vereadores de Brusque fazem parte da oposição ao governo municipal e veêm na derrocada de seu líder o distanciamento ainda maior do retorno ao poder executivo. Caso não tenha votos (como não tem hoje) para derrubar o parecer do TCE, Ciro Roza será oficialmente um ficha suja e já não poderá concorrer a cargos eletivos, salvo alguma mudança na lei.
Está caindo aos poucos as últimas máscaras da Gestão de LHS-Pavan e Colombo-Moreira. Um Estado quebrado e sem condições de colocar qualquer coisa em Primeiro lugar que não seja a engenharia política da partilha entre tantos aliados.
Sem Merenda em escolas, com os contratos sendo auditados, com fuga em Massa de um centro de triagem inagurado a 40 dias e iniciando uma retórica ultrapassada para justificar as próximas privatizações e desmanches, Colombo aparece na mídia para divagar sobre sua saída ou não do DEM.
O Governador afirma que vai "Avaliar o trabalho dos órgãos de SC" para decidir se os mantém ou não. Essa corrida pelo desmanche do Estado aliada a evidente falta de recursos e de políticas em SC demonstra o rumo trágico que a Tríplice Aliança legou ao Estado.
O DEM segue em uma luta interna que demonstra que não existe mais nada no partido que o segure do desmanche total. Colombo virou a cereja do bolo para os grupos que estão lutando dentro do antigo PFL. Kassab articula com o PMDB e pretende levar boa parte da bancada liberal e se der, de quebra, o Governador catarinense. O PSB se prontificou a dar uma outra saída aos políticos em debandada. O quebra originado na disputa pela liderança na Câmara dos Deputados deixou sequelas que por enquanto, parecem insuperáveis.
Esses dois assuntos são correlatos pois Colombo anunciou para dia 15 de Fevereiro o anúncio dos 36 secretários regionais. O Governador vai visitar todas as secretarias regionais. Se o discurso é de contenção, que Colombo tenha capacidade para atacar esse verdadeiro sorvedouro de recursos públicos que são as SDR´s. Já que "29 órgãos oficias do governo terão que apresentar diagnósticos", está na hora dessa estrutura de divisão de espaço político passar por um "diagnóstico".
Se tiver Coragem, Colombo tratará as SDR´s como o Cabide de Emprego que denunciava em 2005, mas que mudou de opinião logo em seguida para encontrar ninho na tríplice.
Em janeiro de 2009 recebi a missão do Prefeito Paulo Eccel de organizar o transporte universitário em Brusque. Havia o compromisso de campanha no qual afirmavamos que iriamos oportunizar o Transporte também aos estudantes das faculdades de Brusque (e não somente as faculdades de fora).
Pois bem. Encontramos uma secretaria sem qualquer memória da relação anterior com os estudantes, sem computadores para executar qualquer tipo de trabalho. Como o período de matrículas é logo no início do ano, traçamos um plano de ações no qual conseguimos em poucos dias criar um sistema minimamente informatizado e que nos permitisse fazer as carteirinhas dos estudantes na hora que o mesmo buscasse a secretaria. Também iniciamos um estudo para fazer a licitação do serviço de transporte universitário, que era tratado erroneamente como um aditivo do serviço já prestado pelas concessionárias do transporte coletivo. Também fizemos uma parceria com a UNE e a UCE, para que a carteirinha de estudantes de Brusque, pela primeira vez, tivesse validade em todo território nacional. E organizamos o serviço e os itinerários de maneira a ampliar o serviço de transporte universitário para Unifebe, Uniasselvi de Brusque e Uniasselvi de Blumenau.
Esse trabalho continuou a partir de maio com o meu amigo Diego Fagundes (na foto). Hoje conseguimos transformar o transporte universitário num serviço universal e impessoal. Todo cadastro é feito através da Internet e em poucos cliques o estudante já pode ir buscar sua carteirinha na Fundação de Esportes de Brusque.
PASSE LIVRE, POR UMA VIDA SEM CATRACAS.
O passe livre é uma das bandeiras que mobilizam estudantes ao redor do Brasil. Aqui em Santa Catarina, as lutas em cidades como Florianópolis e Joinville serviram no passado a organizaçao dos jovens. Em Brusque, das lutas da UNEB e do CEUB na década de 90 surgiram o subsídio e depois a gratuidade do transporte para nossas UNIVALI Itajaí e Balneário e FURB em Blumenau.
Por um detalhe da história, não foi preciso nenhuma passeata ou manifestação de qualquer setor organizado para o tema do transporte universitário estar a cada eleição na pauta do debate político. De olho nos quase 2 mil universitários que utilizam do serviço, os diferentes partidos e os governos atuaram para seduzir os estudantes.
O governo do PT em Brusque teve a coragem e a sensatez de tomar a decisão de dar passe livre ao universitário que estuda nas faculdades locais. A prática de investir na cidade é cara aqueles que amam o local em que vivem.
Mas há um porém. Numa época aonde existem tantas prioridades na nossa cidade, o transporte universitário se revela um serviço caro ao município. Se um dia, algum administrador colocar no papel e resolver enfrentar o custo político de questionar essa prática, existirá movimento estudantil na cidade organizado para barrar essa vontade?
Acabo de assistir o programa partidário do PSDB, exibido em rede nacional nesse dia 03/02/2011.
Os Tucanos não aprenderam muito com as 3 derrotas nas eleições nacionais. Usar o FHC de apresentador e estrela do programa partidário só pode ser uma tentativa de criar um filme de terror em cadeia nacional.
E o programa começa com força nessa direção. A cena dos cidadãos revoltados caminhando, sem cantar e sem se dar as mãos, cada um preocupado com seu problema é simbólica do tipo de Brasileiro que o PSDB gostaria que fosse a maioria.
Você pode concordar momentaneamente com o que dizem os senhores indignados. Mas aquilo não parece o Brasil, não mesmo.
Na última campanha foi sempre assim. Os programas eleitorais do PSDB recheados de pessoas ranzinzas preocupadas com os mutirões das varizes e favelas cenográficas. O distanciamento de um partido elitista que não consegue esconder o horror que tem da alegria e da esperança tão comuns ao povo brasileiro.
Inicia-se a tediosa palestra do anacrônico FHC. Conclamando as mulheres e a juventude a fazer do PSDB um partido de mulheres e jovens. Porque realmente não possuem nem lideranças femininas nem lideranças jovens. Em alguns momentos é possível ver as "pescadas" da plateia.
As teses que sustenta o PSDB são inócuas e mostram a profunda falta de projeto político e de país que tem o partido. Para dar pinta de modernidade, cria-se um mapa virtual que demonstra ainda mais a divisão eterna dos diversos líderes tucanos. A modernidade acaba por ali mesmo quando demonstra-se que por mais que governe São Paulo a 16 anos, o PSDB não conseguiu criar nenhuma política de segurança pública ou de saúde que fizesse conssonância com a esperança dos 5 cidadãos que apresentaram no início do programa. O mapa do atraso continua passando por políticos com slogans ultrapassados, grandes proprietários de terra e inimigos dos povos indígenas.
É possível reinventar um partido, é possível renovar as lideranças e é possível repaginar o ideário de velhos políticos. O que o PSDB dividido e sem perspectiva de caminho faz é pedir por mudanças enquanto reelege sua direção partidária e reconduz os mesmos líderes no congresso. Timidamente, a palavra "mudança" aparece no programa como uma lembrança de que o PSDB é contrário ao rumo de desenvolvimento com distribuição de renda protagonizado pelo Estado que é fruto dos governos Lula-Dilma.
Tímidamente pois ainda vive o PSDB no dilema de se posicionar na sociedade. Repetindo os erros do candidato José Serra que não soube do início ao fim da sua campanha se batia ou elogiava o governo que queria desconstruir.
Como sempre, o Congresso finge que discute a Reforma Política, aprova uma lista de frivolidades e ainda comemora.
Falam da "liberação da internet"... Mas qdo foi que ela esteve realmente proibida? qdo foi q não teve campanha na internet?
Não houve qualquer mudança significativa e penso que o Congresso é uma instituição feita somente para isso, não fazer qualquer mudança significativa. Manter o Status Quo.
Sonho com o dia em que teremos Financiamento Público, Lista Fechadas, normatização da democracia interna partidária, proibição das coligações nas eleições proporcionais e o fim da estrutura falida e arcaica do Senado.
Quando iniciei esse Blog a 2 anos atrás, sintetizei a intenção desse espaço com a frase "Um Cordel para a Apatia desses dias!". frase que demonstrava uma visão política e ao mesmo tempo firmava a intençao de ser também um espaço para poesia e as canções da vida.
Talvez nossa cidade viva um momento diferente hoje, no qual começamos a navegar na participação e cidadania no meio do mar de conformismo que a cidade aparentou nos últimos 8 anos.
Em prol disso, o "Fala, Cidadão", que acontece todas as sexta feiras no Gabinete do Prefeito e no Samae. As diversas conferências já realizadas nesse ano. Educação, Inclusão Digital, Juventude, Turismo, Esporte, Crianças e Adolescentes, Drogas, Trânsito, Esportes. O resgate dos conselhos municipais enquanto espaço democrático. O Orçamento participativo e o Movimento contra a corrupção.
A análise que faço aqui é em torno das diferenças de públicos em diferentes eventos ou datas.
Por exemplo. O Orçamento Participativo (OP daqui em diante) esta sendo um grande diferencial em materia de público na cidade de Brusque. Não digo isso por qualquer vaidade. Basta uma pesquisa na imprensa local e acompanhar as fotos dos eventos que você confirmará o que eu estou dizendo.
O OP ainda trouxe uma outro barquinho de participação. Que está sendo a conquista da importância do espaço dos movimentos comunitários. Nunca na história de Brusque as associações de moradores foram tão valorizadas e atuantes como agora nos dias de OP.
O sucesso do OP está na pespectiva certa de retorno que lhe é peculiar. As comunidade deixam de ser reféns dos "representantes" para tornarem-se soberanas da decisão do poder público.
Quando o cidadão está indo para o OP. Ele o faz pq sabe que há um retorno. Existe algo concreto que faz com que o cidadão saia um dia a noite para uma reunião.
O BUCC (Brusque Unida Contra a Corrupção) logrou seus maiores êxitos justamente quando havia isso. Um Fato, um marco, uma coisa concreta para se lutar. Foi assim na semana posterior a divulgação na imprensa das escutas envolvendo os vereadores Ademir Brás de Souza e Prudêncio Neto. Foi assim após as primeiras vaias e palmas que demonstraram o quão a Câmara é arcaiaca e despreparada para o embate. Foi assim quando o vereador que estava preso voltou para casa legislativa da cidade.
Fatos concretos geraram movimentos concretos da sociedade.
Quando o movimento inventou a tal passeata no dia 8 de agosto. Em que a câmara não havia sequer voltado do recesso. O movimento tentou gritar na hora errada. Não encontrou eco na sociedade.
Aonde quero chegar com isso?
Que ainda vejo em Brusque uma grande apatia. um grande conformismo. As comunidade continua cúmplice no silêncio dos desmandos de dias passados. Ao mesmo tempo que o Governo e a sociedade vão aprendendo que a participação deve ser estimulada pela realidade material, além do discurso ideológico ou ativista.
Pois o sucesso da participação em boa parte dessas ações que citei está no fato de se ver uma solução a curto ou médio prazo para as demandas coletivas. A cidade continua perigosamente desinteressada dos grandes debates. Mas anda entusiasmada com a possibilidade de visitar o Prefeito na sexta feira para cobrar soluções imediatas. A cidade continua cúmplice no silêncio com suas "pseudo autoridades" envolvidas em escândalos, mas observa os paineis das contas públicas com interesse e busca no OP seu poder de decisão...
Alguma vez nessa sua carreira política de Eleitor, você já votou "pra ajudar esse coitado que não vai ganhar mesmo".
você já deve ter votado no fulano ou fulana menos politizado do mundo e ainda deu de desculpa as máximas (ou mínimas):
"Porque ele é meu amigo" "Porque eu conheço o pai dela" "Porque ele é do meu Bairro" "Porque ela trabalha comigo" "Ele tratou da minha vó" "Comprei um carro dele" "Porque ele é casado com a minha prima". "Ele foi o primeiro a vir aqui em casa" "Eu devo um favor pra ele" "Ele vai me ajudar nuns negócios ai"
Essas frases todas você ouve quando é candidato a vereador aqui em Brusque.
O Ato de você chegar a um desconhecido, bater a sua porta, se apresentar, falar sobre suas ideias e pedir um voto é algo completamente inusitado.
Se você tem o mínimo de comprometimento ético e de esperança na capacidade do outro, você não vai achar que a sua simples visita possa te dar um voto (mas pode).
Você não espera que o simples fato de apresentar-se com um sorriso e pedir um voto lhe proporcionará isso (mas acredite, as vezes proporciona)
Você quer que as pessoas vejam o que você pensa, se posicionem em frente a isso, lhe digam não, mas com argumentos. Lhe digam SIM, mas com reforços. Mesmo que seja um amigo, um parente, um colega de trabalho, um paciente.
Porque senão, de que vale ir a rua, bater de porta em porta e pedir um voto?
Voto de que, Cara Pálida?
De Amizade?
De reconhecimento profissional?
De quitação de dívida? Não é nada disso!!
Como vou te representar se você me aceita sem me questionar?
Como você espera qualquer coisa de um representante se você não lhe abre a tua vontade?
Muitas vezes eu tive a impressão de que assustava quando subia numa rua como as transversais da Beco Medeiros e falava sobre meus projetos e sonhos se vereador fosse.
Instigava pessoas que até então não conhecia (e outros tantos conhecidos também) a discutir um pouco comigo. - Quero fazer isso, o que você acha?
Muitas vezes era a resposta mais surpreendente do mundo. Uma eleição é um exercício de quebra de paradigmas também. Aqueles que tem o salto alto de achar que somente eles mesmo sabem de tudo, bate em uma porta e lhes vêem uma senhorinha simples, com a sala cheirando a pão e café, lhe dar uma aula sobre o que se precisa numa cidade.
Isso daí vale cada segundo do seu tempo investido. Cada gota do teu suor das caminhadas! Podes ter certeza.
Por isso, se você tem o mínimo de comprometimento ético e de esperança na capacidade do outro. Seja candidato um dia.
E se você sabe que seu voto é uma ferramenta de transformação da realidade. Não dê ele para ninguém que não consiga parar e conversar com você sobre os mais diversos temas de uma eleição, sem cair e discursismo fajuto e esnobar da tua inteligência.
E principalmente, se essa pessoa for um amigo, um colega, um parente, alguém que lhe ajudou. Pois nada mais sábio que você lapidar um amigo, um colega, um parente ou um benfeitor em alguém melhor. Com um Sim que Reforça, Ou com um Não que Argumente.
Não existe cidadão no Brasil mais contra o discurso de "Quanto menos políticos, melhor" do que Eu.
Eu penso na lógica totalmente inversa disso. E antes que alguem venha a me crucificar, vou explicar isso.
Sou um crente da Democracia. Participativa, Direta e cada vez mais Digital. Sou um entusiasta disso.
E quando falamos em Democracia, que se deixe claro, nosso País e praticamente o mundo inteiro está fundado na retórica de que o poder emana do povo e é exercido por ele direta e indiretamente.
A representação Parlamentar nada mais é do que a maneira que se encontrou, anos atrás, para juntar todos os cidadãos de um Estado em um único Fórum de discussão. Com poder soberano para legislar sobre o rumo desse Estado.
Como juntar 100 mil Brusquenses em uma câmara que para decidir o futuro de nossa cidade? A física não permite essa cogitação.
Por isso a representação.
Porém, toda forma de democracia representativa é qualquer coisa menos democracia de verdade, como diriam meus amigos "anarquistas". Pois soberania não se divide, não se repassa, não se representa.
Para Piorar, O que garante que o teu representante te representa? Absolutamente nada. Cada deputado, vereador e senador que você elege tem uma liberdade que é uma afronta ao bom senso. Você passa uma carta de representação para o cara e ele pode fazer o q bem entende com ela durante 4 anos. Sem prestar contas a você e a nínguem. Sobre como votou ou deixou de votar. Você assina um cheque em branco. Não há absolutamente nada o que fazer.
Então, quando você ouvir alguem falando em "vamos diminuir pela metade o número de vereadores, deputados estaduais e federais.", não bata palmas tão fácil. Pera lá, você deve dizer. Se já é difícil para 1 pessoa ser representada por um vereador. Complica muito 10 pessoas representarem 100 mil. ou 513 pessoas representarem 180 milhões.
Vamos com calma.
Se formos discutir o "Custo" disso para o País. Eu vou concordar com tudo o que você falar. realmente, verbas de gabinete, de terno, de moradia, de assessoria, de subvenção, cota de passagens, cota de selos, restaurante. Tudo isso junto, é um caldo grosso de poca vergonha.
mas não adianta jogar a criança fora junto com a água da banheira.
As distorções em valores de dinheiro são causa dos problemas com o número de Deputados e vereadores? Ou são frutos dela?
Veja aqui em Brusque. Tinhamos 14 vereadores até dia 31 de Dezembro de 2004. Uma câmara praticamente dividida entre oposição e situação (pelo menos, matematicamente). Houve a redução do número de vereadores para 10 a partir de 2005. Acabamos elegendo uma câmara "chapa branca" e todo mundo é ciente do que aconteceu com a cidade.
Já falei disso no POST Clima de Tristeza, no dia 01/04/2008. Por conta das Cláusulas de Barreira, da diminuição do número de vereadores e da péssima escolha dos eleitores, Brusque passou 4 anos sem oposição na câmara. Sem vereador fiscalizando o executivo. Sem contraponto algum. As reuniões, isso todos concordam. Chegavam ao ponto de serem tediosas. Foi um Desastre para cidade.
Se naquela eleição de 2004, ainda existissem as 14 vagas. É provável q seriam eleitos 3 vereadores de oposição. Como teria sido diferente a história da nossa cidade não é mesmo?
Entre outras coisas. Aquela câmara aumentou seu próprio salário, dos secretários, do Prefeito, do Vice e aceitou pacificamente a todos os rumos traçados pelo "mestre" Ciro Roza. terminou o ano, aprovando o vergonhoso projeto da assessoria da casa. Alias, aceitou aquela casa esquisitona para ser sua sede.
Meu Deus. Que desastre.
Que isso sirva de lição histórica para a sociedade Brusquense do que acontece quando se acumula poder demais nas mãos de poucas personas.
A lógica no paço hoje é a da Democracia e da Participação.
Na câmara. Graças ao esforço Isolado do Líder do Governo. Hoje há debate sobre o que realmente está sendo discutido na sociedade. Para desespero dos vereadores que querem dar ponto final no meio da frase.
(tudo que foi dito aqui nesse post, não serve para o SENADO. O Senado é um Absurdo não só deveria ser banido como nunca devia ter sido sequer criado, mas isso é tema para outro dia.)
Resultados 1 - 10 de aproximadamente 27.500 para "descaso das autoridades" (0,22 segundos) Resultados 1 - 10 de aproximadamente 2.000 para "descaso dos políticos" (0,18 segundos)Resultados 1 - 10 de aproximadamente 5.610 para "descaso do prefeito" (0,25 segundosResultados 1 - 10 de aproximadamente 82.400 para "descaso do governo" (0,27 segundos)Resultados 1 - 10 de aproximadamente 1.880 para "descaso dos órgãos" (0,25 segundos
Todos esses resultados vieram do Google, nessa Sexta Feira, dia 24 de Abril de 2009, as 18:10.
De um lado, a modernidade. Do outro, o atraso.
Em cerca de um quarto de segundo você se dá conta de 82.400 citações para "descaso do governo".
A discussão que inicio é a cerca dessa caracterização que se faz do Estado e dos governos de modo geral. Tratam-os como "sensíveis" e "insensíveis". Governos, políticos e autoridades que "desdenham" ou "atendem" aos apelos da população.
Isso nunca vai mudar. Enquanto as estruturas estiverem pautadas pelo personalismo dos entes políticos, sempre teremos situações como essa, aonde o Estado cria sentimento e passa a julgar emotivamente as situações objetivas que lhe são pautadas.
Existem diversas ferramentas Brasil e mundo a fora que buscam trazer a discussão sobre um Estado burocrático do Bem, que tem mecanismos de controle social democráticos e capacidade de atender as demandas da população.
Outro termo que me causa repulsa é o "vontade política".
Resultados 1 - 10 de aproximadamente 1.020.000 para "vontade política" (0,47 segundos)
Causa repulsa porque esse termo está sempre associado a inação do Estado frente a temas objetivos. Até quando o debate político vai se pautar por essas situações? Aonde dependemos de fatores subjetivos para resolução de nossos problemas?
Coletivizar as responsabilidades é essencial para superação desse jargão arcaico no meio político. Quando uma pauta é decidida coletivamente, não existe possibilidade de desdem de governo ou político algum. O que está acordado está acordado.
Quando as decisões políticas são coletivizadas, não existe "vontade política" subjetiva. Existe a noção das prioridades construídas objetivamente por meios democráticos e que são a pedra basilar da nossa sociedade.
Do que eu estou falando? Obviamente da força que tem mecanismos como o Orçamento Participativo e o Parlamento Digital. Um uma ferramenta de comprovado sucesso que torna participativo o processo decisório anteriormente monopolizado pelos entes políticos transitórios que governam cidades, Estados e Nações.
O outro, uma urgência do nosso tempo, o próximo passo para o enriquecimento da Democracia e a repatriação da soberania individual frente às aberrações da representação. O Advento da Internet traz a possibilidade de um total controle social sobre o parlamento. Idéia essa que vou perseguir sempre.